Doses homeopáticas de neuroses || O seu lugar no universo || Rivotril com café || A busca pelo pai celestial || Como passar no teste de Turing || Escolha o semi-título apropriado, incluindo este. "Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências" - Pablo Neruda
segunda-feira, 14 de maio de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Soneto 5:
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luis de Camões
Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.
Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
Luis de Camões
domingo, 11 de fevereiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
sábado, 6 de janeiro de 2018
J. D. Nasio
J. D. Nasio - O tradutor da Psicanálise - artigo de Laura Battaglia
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/jdnasio_o_tradutor_da_psicanalise.html
http://www2.uol.com.br/vivermente/artigos/jdnasio_o_tradutor_da_psicanalise.html
sábado, 25 de novembro de 2017
Alma Corsária
Alma Corsária
De tanto sono me baixa uma lucidez estranha
em que a amendoeira pousa, luminosa, rara,
sob o fundo escuro da noite meio baça
(cilíndrica, roliça, bizarra)
seu vulto verde acocorado sobre a água
da piscina que não tem um pensamento.
Eu sinto inveja dessas águas anuladas
tão plácidas, idênticas ao próprio contorno
enquanto eu mesma nem sei onde começo,
quando acabo
e sofro o assédio de tudo o que me toca.
O mundo ora me engole, ora me vara
e tudo o que aproxima me desterra.
Chorei, ao ver no chão da cela,
o botão arrancado na contenda,
os óculos pisados do escritor judeu.
Tenho um coração que estala
com o peteleco das palavras de Clarice.
Numa vila miserável na Bahia,
um negro lindo, lindo,
dança ao som do corisco
_ e só me apaixono por casos perdidos,
homens com um quê de irremediável.
Mais de uma vez, imóvel, circunspecta,
vi abrir-se a máquina do mundo
sob a luz inclinada de Ipanema,
na Serra da Bocaina, no meio da floresta,
no alto da escada no topo do morro
por onde a moça seqüestrada vinha subindo
debaixo das lágrimas do pai.
Mais de uma vez meu coração trincou feito vidro
diante da página impressa,
e sempre que a palavra justa vem tirar seu mel
de dentro da copa do desespero de amor.
Acredito, do fundo das minhas células,
que uma amizade sincera "é o único modo de sair da solidão
que um espírito tem no corpo".
Sim, eu acredito no corpo.
Por tudo isso é que eu me perco
em coisas que, nos outros,
são migalhas.
Por isso navego, sóbria, de olho seco,
as madrugadas.
Por isso ando pisando em brasas
até sobre as folhas de relva,
na trilha mais incerta e mais sozinha.
Mas se me perguntarem o que é um poeta
(Eu daria tudo o que era meu por nada),
eu digo.
O poeta é uma deformidade.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Paris Abandoned Metro
Artigo da wikipedia sobre estações de metro abandonadas em Paris
https://en.wikipedia. org/wiki/Ghost_stations_of_ the_Paris_M%C3%A9tro
Algumas fotos aqui
https://www.google.com.br/ search?q=paris+abandoned+ metro&source=lnms&tbm=isch&sa= X&ved=0ahUKEwiV55Ksx- LRAhWOnJAKHUYOB_wQ_AUICCgB& biw=1280&bih=934#q=paris+ abandoned+metro&tbm=isch&tbs= rimg:CVwDD4JpsZjhIjjgrK-qzrpO- AagOBpnBXOwRj6aIJhwYvIQHufpfrF gU9XymtkoT- xfLp22ZtoJO5cs7Q9AR3ejQCoSCeCs r6rOuk74EadqJWKAEFR_ 1KhIJBqA4GmcFc7ARkHsJn7DUKiYqE glGPpogmHBi8hEf29IunIu6TCoSCRA e5-l- sWBTERtkBooWnAdvKhIJ1fKa2ShP7F 8R8UbQyefa5QcqEgkunbZm2gk7lxFE Cvtuv9AEpCoSCSztD0BHd6NAEf4Ifg GJ8mVf&imgrc=LO0PQEd3o0DGmM%3A
https://en.wikipedia.
Algumas fotos aqui
https://www.google.com.br/
terça-feira, 24 de outubro de 2017
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
sábado, 5 de agosto de 2017
“Amanhã, e amanhã, e ainda outro amanhã
Arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia,
Até a última sílaba do registro dos tempos.
E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos
o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve!
A vida não passa de uma sombra que caminha, um pobre ator
Que se pavoneia e se aflige sobre o palco –
Faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz.
É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria
E vazia de significado” - O ato 5, cena 5 de Macbeth
Arrastam-se nessa passada trivial do dia para a noite, da noite para o dia,
Até a última sílaba do registro dos tempos.
E todos os nossos ontens não fizeram mais que iluminar para os tolos
o caminho que leva ao pó da morte. Apaga-te, apaga-te, chama breve!
A vida não passa de uma sombra que caminha, um pobre ator
Que se pavoneia e se aflige sobre o palco –
Faz isso por uma hora e, depois, não se escuta mais sua voz.
É uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria
E vazia de significado” - O ato 5, cena 5 de Macbeth
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