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quinta-feira, 28 de março de 2013

um casal: meu irmão e minha cunhada

"RC

já se passaram dois anos do dia que a gente ficou pela primeira vez :} mas sei lá, quando eu falo "já" eu nem penso assim, porque parece que faz muito mais tempo, até porque
apesar de toda a história que a gente teve antes de decidir juntar os trapos, esse último ano de vida à dois parece que foram uns 4 anos, ou mais :B
já cansamos de ouvir "todo mundo sabe que eles não vão dar certo", ou "vocês tem que parar de brigar, eu e não sei quem nunca brigamos e somos felizes". queria nesse momento mandar essa glr toda ir tomar no meio do cu, e dizer que nunca fui tão feliz em toda a minha vida como sou com você! aliás, essa glr e seus relacionamentos ridículos, né?
sou feliz demais por ter te conhecido, e por você fazer parte da minha vida em tempo integral! apesar de odiar lavar louça, eu amo dividir tarefas com você, e dividir a casinha com você. chegar em casa, e ficar ansiosa esperando você chegar. ouvir o barulho do portão, correr pra janela, e depois ficar te esperando na porta de casa. é incrível como eu posso sentir tanta saudade, sendo que eu te vejo todo dia :P
AMO ficar em casa com você, arredando minha cadeira pra ficar mais perto de você e te pentelhar ♥ e dormir do seu lado todo dia {excepto quando eu não durmo no sofá sem querer, vendo tv.. hehehe}, acordar e ver você igual um rolinho primavera, dormindo tão bonitinho *-* {pena que acorda mau-humorado, mas enfim!}..
não tenho nem como expressar o tanto que eu sou feliz, sério! a única coisa que eu quero é que isso possa durar pra sempre {inclusive depois que a gente morrer e virar zumbi}, porque deixa minha vida boa demais!
pra esse povo que reclama de casamento, ou de ser juntado, não sei o que, é tudo um bando de gente que tá com a pessoa errada, porque quando é com a pessoa certa é a melhor coisa do mundo!
fora tudo o que você me ajuda, né? desde que to com você sinto que cada dia que passa eu sou uma pessoa melhor. você me coloca pra frente, fala as verdades que preciso ouvir, me dá o maior apoio, me aconselha. AI VOCÊ É LINDO.
agora, se tiver alguma invejosa lendo isso, pode tirar seu cavalinho da chuva, porque ele é assim só comigo, com você não.
ENFIM
não consegui fazer esse post no dia 26, porque você taba com dengue e eu tava muito ocupada buscando copos de agua pra você {aquelas}.. MAS CONCLUINDO AQUI:

EU TE AMO MUITO MUITO MUITO! E sim, quero que o mundo inteiro saiba disso, por isso to colocando no Facebook, ao invés de te mandar por e-mail ♥

INHOOOOOOO ♥ ♥ ♥ " Tati Muniz

sábado, 23 de março de 2013

high fidelity

"Será que foi a constatação de que a vida é escolher um caminho, e viver com a angústia de todos outros. Ou perceber o quão vulneráveis somos, ao ponto de permitir que outro ser humano tenha um efeito tão devastador em nossas vidas?" - IPBO.

A frase acima é de uma ex-namorada minha, de quem não tinha notícias desde 2006... recentemente, ela entrou em contato comigo e trocamos uma boa quantidade de emails nos últimos meses. Ela está morando em outro estado, e como eu supunha, casada e feliz. Pedi para publicar as linhas acima, pois foi exatamente o que vivi em 2011: percebi o quão vulnerável fui, ao permitir que uma outra ex tivesse um efeito tão devastador em minha vida. Isa, meu eterno agradecimento por ter feito parte da sua vida por quase 2 anos.

Ezequiel

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

retrospectiva 2012

Ainda não consegui fazer a retrospectiva do ano de 2012. Talvez nem consiga... 2012 foi um ano  muito difícil.

Arrisco a dizer que foi mais difícil até que 2004, o ano que papai faleceu. É impossível comparar coisas como estas, anos diferentes, momentos diferentes e sentimentos diferentes. Quando papai adoeceu, não havia alternativas, foi um caso de doença terminal, nada estava em minhas mãos, nem na de ninguém! Após seu falecimento, a única alternativa foi seguir, colocar uma primeira marcha no veículo da vida e dirigir em frente.

2012, ao contrário, foi o ano que repensei toda a minha vida. Minhas motivações, o propósito de estarmos aqui neste planeta, o que é a felicidade? Qual o sentido de estarmos com outra pessoa, o que queremos em um relacionamento e como nós temos tratado nossos semelhantes e principalmente aqueles que num dia nos apoiaram...  Coisas como estas, pois no fim de 2011, eu perdi duas coisas importantes: meu namoro e a casa de meus pais onde eu e meu irmão morávamos.

Sobre meu namoro, minha ex-namorada, por quem estava perdidamente apaixonado, terminou comigo da maneira mais desonesta que eu consigo conceber. Só fui perceber as mentiras dela, muito tempo depois, na minha ânsia de tentar entender o que houve. Foi triste perceber o tanto que uma pessoa que amei foi tão desonesta comigo. Doeu.

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

"Escrevo para aliviar o coração"

Quando minha namorada terminou comigo e eu comecei a ter crises de ansiedade, passei a escrever um diário, feito à mão,  caneta e papel. Meu analista gostou da idéia e pelo meu discurso disse que a ex-namorada, com quem continuava ficando e tentava reatar, também deveria estar fazendo o mesmo, isto é, escrevendo um diário.

E foi com este intuito que, com muito carinho, na composição de seu presente de aniversário (várias coisas), comprei um pequeno caderno de capa preta com detalhes brancos e uma boa caneta, para que ela pudesse escrever e pensar sobre a sua vida.

Mas era tarde demais, ela já saia com outro ao mesmo tempo. Ao encontrar com ela 1 mês depois para trocar os presentes, eu "nada" ganhei... Só perdi...

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

A saca de sal

Texto do Contardo Calligaris

A saca de sal

Antes de viver juntos, seria bom consumir uma saca de sal. Para o quê? Para se conhecer melhor?

COMEÇOU COM um e-mail bizarro me avisando que o restauro da Fontana del Sale (a fonte do sal, em Novi Ligure, Itália) estava terminado (bizarro porque o restauro foi terminado um ano atrás). Imediatamente, a mensagem evocou em mim um momento esquecido.

Novi Ligure (leia-se "lígure") é uma cidade de menos de 30 mil habitantes; apesar de seu nome, ela não está na Liguria, mas no Piemonte. Num domingo de inverno do fim dos anos 70, eu atravessava a Piazza Mariano delle Piane, em Novi, com minha avó Elena.

Sei que era domingo porque ela tinha pedido que parássemos (íamos de Rapallo a Casale Monferrato, visitar amigos) para que ela escutasse a missa. E sei que era inverno porque ela estava com um sobretudo longo de cachemira um tanto surrada, mas especialmente mórbida, com um colarinho do mesmo astracã cinza de seu chapéu "clochê".

Também ela tinha enfiado a mão, numa luva escura, debaixo do meu braço, mais pelo calor e pela intimidade do gesto do que por necessidade de apoio ao caminhar.

Eu estava lhe contando que acabava de me juntar com uma mulher, na cidade onde eu morava, que era Paris. Ela parou diante da Fontana del Sale, que está no meio da Piazza.

"Fonte do sal" não é um apelido. No passado, o sal era crucial para preservar os alimentos (pense no bacalhau), era vendido em sacas, e era precioso. Em 1814, os noveses defenderam sua reserva de sal contra franceses e ingleses. Para celebrar o esforço, foi construída a fonte, no meio da qual surge uma figura, que aperta contra o peito uma saca, que se parece com uma daquelas almofadas que as crianças querem sempre consigo e sem as quais elas não conseguem dormir (uma foto da fonte: http://migre.me/aKii8).

Minha avó, olhando para a estátua, disse: "Prima di vivere insieme, bisogna consumare un sacco de sale" -antes de viver juntos, é preciso consumir uma saca de sal. Minha avó era religiosa, mas sábia demais para se opor ao fato de eu me juntar sem me casar. Sua preocupação era com a precipitação.

Eu, nascido em tempos de geladeira, não sabia quanto tempo duraria uma saca de sal. Mas o recado era claro: antes de se juntar, um longo namoro é oportuno.

Há uma constatação que eu faço com frequência: não sei quem começou, se fomos nós ou se foram a literatura e o cinema, mas, em geral, no início das relações, a gente idealiza tanto o parceiro quanto o novo envolvimento afetivo ou sexual (as dificuldades da etapa seguinte ficam para a comédia, se não para a farsa). Consequência: o exórdio das relações aparece como um momento glorioso, cujo espírito se perderá, inelutavelmente, ao longo do tempo, consumido pela trivialidade do dia a dia e da convivência.

Uma leitora, Ester Costa, comenta: "Eu acho que, na verdade, começa mal e vai piorando. É ruim e errado desde o começo, e a gente sabe, mas, por decreto decide que vai continuar. Ninguém esconde do outro o que é, a gente é que não quer enxergar". Ou seja, "o germe da destruição" das relações está no seu começo, "o ovo da serpente está aí".

Outra leitora, Mariana Seixas, vai na mesma direção; ela acha que, quando encontramos alguém "com quem no futuro dividiremos uma vida e quatro paredes, (...), não conhecemos bem a pessoa", e o futuro nos apresentará "uma pessoa diferente daquela dos primeiros meses de namoro".

Em outras palavras, a degradação das relações está num defeito de fábrica, numa pressa ou num descuido do encontro inicial, em que, paradoxalmente, falamos demais e não nos mostramos o suficiente.

Minhas leitoras têm razão. O momento do encontro é enganoso, por um viés de otimismo: valorizamos tanto o grande amor definitivo que acabamos enxergando sua miragem no horizonte, mesmo quando não há por quê. Você lê os três primeiros números sorteados da Mega-Sena, são os que você jogou, o coração já dispara -embora até lá você não tenha ganho absolutamente nada, nem a consolação de uma quadra.

Seria bom, em suma, segundo minhas leitoras, que os futuros consortes se conhecessem melhor.

Em tese, eu concordaria. Mas, naquele domingo dos anos 70, eu completei a frase de minha avó perguntando-lhe, justamente, se o tempo da saca de sal era para o casal se conhecer melhor. Ela fez o gesto de quem descarta uma estupidez e disse: "Ma vá un po', non per conoscersi; per abituarsi", deixa de bobagens, é preciso de tempo não para se conhecer, mas para se acostumar.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Retirado do Facebook do Bóris: Uma dica: "Assertividade é a habilidade social de fazer afirmação dos próprios direitos e expressar pensamentos, sentimentos e crenças de maneira direta, clara, honesta e apropriada ao contexto, de modo a não violar o direito das outras pessoas. A postura assertiva é uma virtude, pois se mantém no justo meio-termo entre dois extremos inadequados, um por excesso (agressão), outro por falta (submissão). Ser assertivo é dizer "sim" e "não" quando for preciso."

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pretérito imperfeito do Zecão

Há 10 anos:
1. Estudava muito no curso de engenharia elétrica .
2. Meu pai morria.
3. Eu já sustentava a casa.
4. Tinha minha primeira namorada, muito companheira.

Há 5 anos:
1. Passava num concurso importante. Trabalhava muito, dava o meu melhor.
2. Amigos muito importantes ajudavam-me no luto.
3. Pagava as dívidas do inventário.
4. Tinha minha segunda namorada, muita farra e diversão juntos.

Há 1 ano:
1. Voltava a estudar. Entrei no mestrado.
2. Afastava da maioria dos amigos. Outros amigos afastavam de mim.
3. Vendia a casa para minha irmã. Comprava um apartamento, financiado em 30 anos.
4. Tinha minha terceira namorada, amava pela primeira vez na vida, mas ela terminava comigo de uma maneira cruel.

Futuro?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Opinião de uma amiga qnd falei q ainda tva sofrendo muito por  ter terminado o namoro:
"Zecao, esse sentimento é normal. Tem pouco tempo q vc terminou..e querendo ou não gente acostuma com a companhia das pessoas! E desacostumamos com a companhia de turma, de euforia.. ainda mais se a gente n é mto de turma e tal, fica dificil! O neg é vc se achar no meio disso e sobreviver sem depender de alguem do seu lado. ai sim vc vai querer se relacionar! (...)
mas eu já pensei assim como vc. Até ve.. q a gente fica com o coração assim por se doar antes da hora. De esperar muito da outra pessoa assim o relacionamento fica dificil! Sempre sai um lado mais machucado q o outro"