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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

misto quente 2

“O problema era que você precisava constantemente ficar escolhendo entre uma opção horrível e outra pavorosa, e, independente da sua escolha, eles cortavam mais um pedaço da sua carne, até que não restasse mais nada para descarnar.” - Henry Chinaski

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

misto quente

“Observei-os saindo da água, reluzentes, jovens, as peles macias, invictos. Queria que eles me quisessem. Mas nunca por piedade. Ainda assim, apesar de seus corpos e mentes suaves e intocados, continuava a lhes faltar algo, porque até então, basicamente, não tinham sido testados. Quando a adversidade finalmente chegasse em suas vidas, chegaria muito tarde ou seria por demais pesada. Eu estava preparado. Talvez.” - Henry Chinaski

domingo, 2 de março de 2014

"Muitos anos depois, diante do pelotão de fuzilamento, o Coronel Aureliano Buendía havia de recordar aquela tarde remota em que seu pai o levou para conhecer o gelo."

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"E, de novo, veio-lhe à cabeça uma idéia que já conhecemos: A vida humana só acontece uma vez e não poderemos jamais verificar qual seria a boa ou má decisão, porque, em todas as situações, só podemos decidir uma vez. Não nos é dada uma segunda, uma terceira, uma quarta vida para que possamos comparar decisões diferentes.(...)”

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

"O real é um dos nomes da pulsão de morte que se manifesta no sentimento de culpa, no masoquismo moral e também nos dissabores da vida amorosa e da transferência" - A. Quinet, A descoberta do inconsciente.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Os axiomas devem ser apresentados como pressupostos ou devem ser postulados, após o que poderá ser feita uma dedução lógica; mas não podemos inferir que o que foi pressuposto ou postulado não poderá ser contradito ou questionado como verdade absoluta." Marie-Louise von Franz

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Cem anos de solidão

"E que em qualquer lugar em que estivessem se lembrassem sempre de que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera."

García Márquez, Cem anos de solidão

domingo, 30 de dezembro de 2012

Realidade

Agora, meu post de fim de ano.

' Havia uma conferência internacional de filósofos no Havaí, cujo o tema era a Realidade. Durante três dias Daisetz Teitaro Suzuki não disse nada. Finalmente, o presidente voltou-se a ele e perguntou: "Dr. Suzuki, o senhor poderia dizer se esta mesa, em torno da qual estamos sentados, é real ?" Suzuki levantou a cabeça e disse Sim. O presidente perguntou em que sentido Suzuki pensava que a mesa era real. Suzuki disse: "Em todos os sentidos". '

John Cage - De segunda a um ano - trad. Rogério Duprat

domingo, 2 de dezembro de 2012

Cartas de Amor

"(...) Ela toma a carta e, com este gesto, toca uma mão muito distante. Para isso se escrevem cartas de amor. Não para dar notícias, não para contar nada, não para repetir coisas por demais sabidas, mas para que mãos separadas se toquem, ao tocarem a mesma folha de papel. (...)
O amante que escreve alonga seus braços para um momento que ainda não existe. A amante que lê alonga seus braços para um momento que não mais existe. A carta de amor é um abraçar do vazio... (...) Mesmo antes de ser lida, ainda dentro do envelope fechado, tem a qualidade de um sacramento: presença sensível de uma felicidade invisível..."

O Retorno E Terno - Rubem Alves

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

"- Mas por que não pode amar a todos nós?
- Não há bastante de mim para isso."

Diálogo entre Toni e Jung. "Um mundo transparente" - Morris West

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ulysses em um tweet, matéria de Marcelo Tapia FSP: http://t.co/JJMy6JFz

segunda-feira, 16 de julho de 2012

O que eu lembro do On the road?

Quando tinha 23anos ganhei de presente da minha avó o livro On the road, aquela versão pocket da LPM. Devorei-o rapidamente adorando a cadência das 5, creio, histórias do Keruac. Não, não quis fugir de casa, como o prefácio do Eduardo Bueno diz que alguém famoso que não me recordo fez. Eu já sustentava a casa na época. Mas o livro me transportou para uma outra realidade, o que é bem próprio o papel da literatura e das artes. Diverti muito, em vários momentos dando gargalhadas! Comentava bastante com minha amiga Mi sobre as histórias, era muito bom e empolgante! As personagens principais, principalmente Sal Paradise, lembrava-me muito meu pai. Ok, sei que são gerações diferentes e também países diferentes, mas o jeito agitado de levar a vida, lembrava-me muito o que sei do passado hippie de papai.  Agora um filme foi lançado. Ainda não o vi. E, sábado a noite, no meio da balada, comentava com um colega que iria twittar alguma coisa sobre o que eu lembrava do On the road. O resultado está aqui, neste post.Lembro que eram 5 ou 6 capítulos sobre viagens. No início Sal mora com sua tia e mostra o despertar da necessidade de viajar. Dean Moriarty é tratado como uma espécie de lenda logo no inicio do livro. Acho que a primeira viagem, Sal a faz sozinho e Dean aparece do segundo capítulo em diante. Lembro uma das histórias ele pega uma carona com um cara que dizia ter acabado de decepar seu próprio dedo. Em outra das viagens eles se hospedam no sítio do amigo, William S. Burroughs acho, que estava tentando se livrar das drogas... Em uma das viagens Sal, trabalha com alguma coisa, não me lembro ao certo, mora num trailer e tem uma namorada, em outra ele resolve subir uma montanha no último dia de sua estadia neste local. Esta passagem me marcou bastante! Lembro da namorada de Dean, Marylou e também, mais no fim do livro, de um jantar, aonde, ele reencontra Dean, após muito tempo, mas o resultado é catastrófico, pois eles brigam, por algum motivo besta. Carros roubados, confusões, noites de jazz, tanta coisa e tantos personagens de uma leitura de mais de 7 anos atrás. Kerouac, um jeito interessante de entrar para a história!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A) 2 bons amigos possuem o mesmo livro: "O SAS survival guide". SAS é o acrônimo para Special Air Force, uma polícia especializada inglesa. O livro recomenda, caso uma pessoa fique perdida na selva, partir seu suprimento de fósforos ao meio.

Desafio todos a tentarem isto com um estilete afiado. Não é fácil, pelo menos com os fósforos brasileiros.

B) Existe um livro famosinho, o tal do arquiro Zen (não lembro o titulo agora). O ápice desse livro é quando o arqueiro acerta a mosca do alvo com os olhos vendados.

Como diz outro amigo meu, o Mambrini: "Acordem para as coisas simples da vida!!"

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Surpresa boa é pegar o livro na Na Vertigem do Dia na estante e achar além dos poemas do Ferreira, um poema da minha mãe numa folha solta e uma dedicação do meu pai p/ ela na capa.

domingo, 26 de novembro de 2006

keep walking

No meio de tantas pedras no caminho, indicaram-me um livro que estou achando fascinante. É o "Cem anos de solidão" do Gabriel Garcia Márquez.

domingo, 1 de outubro de 2006

koan

'Provavelmente vcs já sabem aquela história dos dois monjes, mas de qquer forma vou contar. Um dia, eles estavam caminhando, quando chegaram a um riacho onde havia uma moça esperando, pretendendo que alguém a ajudasse a atravessar. Sem hesitar, um dos monjes pegou-a e a carregou, colocando-a a salvo do outro lado. Os dois continuaram caminhando, e, depois de algum tempo, o segundo, não resistindo, disse ao primeiro: "Você sabe que não nos é permitido tocar nas mulheres. Por que você carregou aquela mulher para atravessar o riacho?" O primeiro replicou: "Ponha-a no chão. Eu fiz isto a duas horas".'

John Cage - De segunda a um ano - trad. Rogério Duprat