terça-feira, 15 de janeiro de 2013

retrospectiva 2012

Ainda não consegui fazer a retrospectiva do ano de 2012. Talvez nem consiga... 2012 foi um ano  muito difícil.

Arrisco a dizer que foi mais difícil até que 2004, o ano que papai faleceu. É impossível comparar coisas como estas, anos diferentes, momentos diferentes e sentimentos diferentes. Quando papai adoeceu, não havia alternativas, foi um caso de doença terminal, nada estava em minhas mãos, nem na de ninguém! Após seu falecimento, a única alternativa foi seguir, colocar uma primeira marcha no veículo da vida e dirigir em frente.

2012, ao contrário, foi o ano que repensei toda a minha vida. Minhas motivações, o propósito de estarmos aqui neste planeta, o que é a felicidade? Qual o sentido de estarmos com outra pessoa, o que queremos em um relacionamento e como nós temos tratado nossos semelhantes e principalmente aqueles que num dia nos apoiaram...  Coisas como estas, pois no fim de 2011, eu perdi duas coisas importantes: meu namoro e a casa de meus pais onde eu e meu irmão morávamos.

Sobre meu namoro, minha ex-namorada, por quem estava perdidamente apaixonado, terminou comigo da maneira mais desonesta que eu consigo conceber. Só fui perceber as mentiras dela, muito tempo depois, na minha ânsia de tentar entender o que houve. Foi triste perceber o tanto que uma pessoa que amei foi tão desonesta comigo. Doeu.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Os axiomas devem ser apresentados como pressupostos ou devem ser postulados, após o que poderá ser feita uma dedução lógica; mas não podemos inferir que o que foi pressuposto ou postulado não poderá ser contradito ou questionado como verdade absoluta." Marie-Louise von Franz

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Cartinha de presente de Natal da minha cunhadinha Tati Crush *_*
Ela foi uma das pessoas que mais me apoiou em 2012 e sem dúvida a que mais me compreendeu e compreende até hoje.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Cem anos de solidão

"E que em qualquer lugar em que estivessem se lembrassem sempre de que o passado era mentira, que a memória não tinha caminhos de regresso, que toda primavera antiga era irrecuperável e que o amor mais desatinado e tenaz não passava de uma verdade efêmera."

García Márquez, Cem anos de solidão

domingo, 30 de dezembro de 2012

Realidade

Agora, meu post de fim de ano.

' Havia uma conferência internacional de filósofos no Havaí, cujo o tema era a Realidade. Durante três dias Daisetz Teitaro Suzuki não disse nada. Finalmente, o presidente voltou-se a ele e perguntou: "Dr. Suzuki, o senhor poderia dizer se esta mesa, em torno da qual estamos sentados, é real ?" Suzuki levantou a cabeça e disse Sim. O presidente perguntou em que sentido Suzuki pensava que a mesa era real. Suzuki disse: "Em todos os sentidos". '

John Cage - De segunda a um ano - trad. Rogério Duprat

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

sangue

Fui em 2 dermatologistas, ambos consulta particular. Um falou que era psoríase. O outro falou que definitivamente não era, dado o caso agudo. Falaram que poderia ser reação de remédios ou uma exoneração dos remédios homeopáticos.

O que eu acho? A explicação p/ isto, é que o meu sangue ainda ferve! 

Quanto a pele, já está sarando.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

(...) quem chora no cinema ao ver o reencontro de pai e filho; (...)
quem se ri das próprias rugas; (...)
quem procura na cidade os traços da cidade que passou; (...)
quem diz a uma visita pouco familiar: Meu pai só gostava desta cadeira; (...)
quem se lembra todos os dias do amigo morto;
quem jamais negligencia os ritos da amizade;
quem, não tendo o hábito de beber, liga o telefone internacional no segundo uísque a fim de conversar com amigo ou amiga;
quem passa mais de dez minutos a fazer mágicas para as crianças;
quem guarda as cartas do noivado com uma fita;
quem sabe construir uma boa fogueira;
quem não se acanha de achar o pôr-do-sol uma perfeição;
quem se desata em sorriso à visão de uma cascata ;
quem visita sozinho os lugares onde já foi feliz ou infeliz;
quem sente pena da pessoa amada e não sabe explicar o motivo;
todos eles são presidiários da ternura e andarão por toda a parte acorrentados, atados aos pequenos amores da armadilha terrestre.

O texto do Paulo Mendes Campos são meus votos de feliz Natal e próspero ano novo!