domingo, 18 de setembro de 2011

SEMPRE acompanhe o seu filho nas lições de casa.

Esta foi a lição de casa entregue por uma garotinha à sua professora.


"Quando eu crescer...
Quero ser como a mamãe!"




Prezada Professora; Eu gostaria de deixar bem claro que eu não sou, nem nunca fui, uma "dançarina exótica". Eu trabalho numa loja de ferramentas e contei a minha filha o tanto que a última semana foi tumultuada, antes da nevasca. Nós vendemos todas as pás de neve que tínhamos. Todas, menos uma, que estava escondida no depósito e que foi alvo de disputa entre os clientes. Portanto, o desenho que minha filha fez não me mostra dançando em torno de um poste. Ela me mostra vendendo a última pá de neve que tínhamos na loja. De agora em diante, eu me lembrarei de verificar a lição de casa dela mais cuidadosamente antes da entrega. Atenciosamente,
Sra. Smith

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

TS Eliot - The Hollow Men

A penny for the Old Guy

I

We are the hollow men
We are the stuffed men
Leaning together
Headpiece filled with straw. Alas!
Our dried voices, when
We whisper together
Are quiet and meaningless
As wind in dry grass
Or rats' feet over broken glass
In our dry cellar

Shape without form, shade without colour,
Paralysed force, gesture without motion;

Those who have crossed
With direct eyes, to death's other Kingdom
Remember us - if at all - not as lost
Violent souls, but only
As the hollow men
The stuffed men.


II

Eyes I dare not meet in dreams
In death's dream kingdom
These do not appear:
There, the eyes are
Sunlight on a broken column
There, is a tree swinging
And voices are
In the wind's singing
More distant and more solemn
Than a fading star.

Let me be no nearer
In death's dream kingdom
Let me also wear
Such deliberate disguises
Rat's coat, crowskin, crossed staves
In a field
Behaving as the wind behaves
No nearer -

Not that final meeting
In the twilight kingdom


III

This is the dead land
This is cactus land
Here the stone images
Are raised, here they receive
The supplication of a dead man's hand
Under the twinkle of a fading star.

Is it like this
In death's other kingdom
Waking alone
At the hour when we are
Trembling with tenderness
Lips that would kiss
Form prayers to broken stone.

IV

The eyes are not here
There are no eyes here
In this valley of dying stars
In this hollow valley
This broken jaw of our lost kingdoms
In this last of meeting places
We grope together
And avoid speech
Gathered on this beach of the tumid river

Sightless, unless
The eyes reappear
As the perpetual star
Multifoliate rose
Of death's twilight kingdom
The hope only
Of empty men.

V

Here we go round the prickly pear
Prickly pear prickly pear
Here we go round the prickly pear
At five o'clock in the morning.
Between the idea
And the reality
Between the motion
And the act
Falls the Shadow
For Thine is the Kingdom
Between the conception
And the creation
Between the emotion
And the response
Falls the Shadow
Life is very long
Between the desire
And the spasm
Between the potency
And the existence
Between the essence
And the descent
Falls the Shadow
For Thine is the Kingdom
For Thine is
Life is
For Thine is the

This is the way the world ends
This is the way the world ends
This is the way the world ends
Not with a bang but a whimper.

Os Homens Ocos - T. S. Eliot

I
Nós somos os homens ocos,
Nós somos homens empalhados
Apoiados uns aos outros
A cabeça cheia de palha. Ai de nós!
Nossas vozes rouquenhas, quando sussurramos juntos,
São suaves e não têm sentido
Como o vento na relva seca
Ou os pés dos ratos que passam sobre vidro quebrado
Na nossa adega vazia.
Feitio sem forma, sombra sem cor,
Força paralisada, gesto sem movimento:
Os que já cruzaram
Com o olhar para a frente, o outro Reino da morte
Recordam-se de nós - se é que assim seja -
Não como almas perdidas, exaltadas, mas simplesmente
Como homens ocos
Homens empalhados.

II
Olhos, não ouso fitá-los nos sonhos
No reino do sonho da morte
Estes não aparecem;
Os olhos são a luz solar
Numa coluna partida
Ali na arvore que balança
E há vozes na canção do vento
Mais distantes e mais solenes
Que uma estrela que se apaga.
Que eu não mais me aproxime
Do reino do sonho da morte
Que eu use disfarces
Pelo de rato, pele de corvo, sarrafos cruzados
Num campo
Fazendo o que o vento faz
E não mais -
Não aquele encontro final
Na região crepuscular.

III
Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
São erguidas, aqui elas recebem
A súplica da mão de um morto
Sob a cintilação de uma estrela que se apaga.
É assim
No outro reino da morte
Despertar a sós
No instante em que estamos
Tremendo de ternura
Lábios que beijariam até a lage partida.


IV
Os olhos não estão aqui
Não há olhos aqui
Neste vale de estrelas moribundas
Neste vale oco
Esta garganta partida dos nossos reinos perdidos.
Neste último reduto de encontros
Nós nos agrupamos
E evitamos falar
Reunidos nessa praia de rio cheio
Sem vista, a não ser
Que os olhos desapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
A única esperança
Do reino do crepúsculo da morte
Dos homens ocos.


V
Aqui vamos andando à roda da pêra silvestre
Pêra silvestre, pêra silvestre,
Aqui vamos andando à roda da pêra silvestre
Às cinco horas da manhã
Entre a idéia
E a realidade,
Entre o gesto
E o ato
Desce a sombra
Pois o reino é teu.
Entre a concepção e a criação,
Entre a emoção
Entre a emoção
E a resposta desce a sombra.
A vida é muito longa
Entre o desejo
E o espasmo,
Entre a força
E a existência,
Entre a essência
E a descendência
Desce a sombra.
Pois o reino é teu,
Pois tua é
A vida é
Pois tua é
É assim que acaba o mundo
É assim que acaba o mundo
É assim que acaba o mundo
Não com um estrondo, mas com um gemido.

domingo, 28 de agosto de 2011

Relação de síndicos do Condomínio Estância Serrana

1978: Cristiano Effemberger
1979: Kurt Emil Jentzsch.
1980: Kurt Emil Jentzsch.
1981: Diego Arfeld
1982: Antonio Carlos Pereira Ratton / Hans Schlacher *1
1983: Ricardo Vicentin
1984: Walter Pftaff / Rodolfo Koeppel *2
1985: Klaus Jentzsch
1986: Eduardo Diniz Esteves
1987: Paulo Lanari Guatimosin
1988: Aloísio Andrade Araújo.
1989: Edgard Kapp.
1990: Ozeas Valadares Filho.
1991: Cesar Augustus Pereira.
1992: Rodolfo Koeppel
1993: Fabio Márcio Proença Doyle
1994: Rodolfo Koeppel.
1995: Antonio Edmundo Melo.
1996: Bernd Michael Faust.
1997: Walter Dantas Rodrigues.
1998: Vitor Silveira Campos.
1999: Harald Peter Zwetkoff.
2000: Karsten Rudolf Gallbach.
2001: Walter Dantas Rodrigues.
2002: Carlos Eduardo Campolina
2003: Karsten Rudolf Gallbach.
2004: Roberto Mauro Melo Lima.
2005: Rodolfo Koeppel.
2006: André Luiz de Andrade.
2007: Ricardo Drummond da Rocha.
2008: Karsten Rudolf Gallbach.
2009: Carlos Eduardo Campolina
2010: Ezequiel Campos Pereira.
2011: Manoel Caillaux

*1: Há documento que comprova a posse como sindico do Sr. Antonio Carlos Pereira Ratton porém no término do mandato o sindico era o Sr. Hans Schlacher, por algum motivo. O mesmo ocorre em *2.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Já faz tempo que quero publicar estas linhas.

Num dia, acordei com uma cantoria dos pássaros mais alta do que de costume, uma festa! Na saída de casa, na rua, pude ver vários passarinhos, bem pequenos, alçando vôo.

No vim deste dia, ao observar o a sombra do por do Sol na fachada leste do edifício onde trabalho é que compreendi a cantoria dos pássaros. A sombra, perfeitamente paralela com algumas das ruas do interior da avenida do Contorno, como o projeto da cidade, indicava o início da primavera!