sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os Homens Ocos - T. S. Eliot

I
Nós somos os homens ocos,
Nós somos homens empalhados
Apoiados uns aos outros
A cabeça cheia de palha. Ai de nós!
Nossas vozes rouquenhas, quando sussurramos juntos,
São suaves e não têm sentido
Como o vento na relva seca
Ou os pés dos ratos que passam sobre vidro quebrado
Na nossa adega vazia.
Feitio sem forma, sombra sem cor,
Força paralisada, gesto sem movimento:
Os que já cruzaram
Com o olhar para a frente, o outro Reino da morte
Recordam-se de nós - se é que assim seja -
Não como almas perdidas, exaltadas, mas simplesmente
Como homens ocos
Homens empalhados.

II
Olhos, não ouso fitá-los nos sonhos
No reino do sonho da morte
Estes não aparecem;
Os olhos são a luz solar
Numa coluna partida
Ali na arvore que balança
E há vozes na canção do vento
Mais distantes e mais solenes
Que uma estrela que se apaga.
Que eu não mais me aproxime
Do reino do sonho da morte
Que eu use disfarces
Pelo de rato, pele de corvo, sarrafos cruzados
Num campo
Fazendo o que o vento faz
E não mais -
Não aquele encontro final
Na região crepuscular.

III
Esta é a terra morta
Esta é a terra do cacto
Aqui as imagens de pedra
São erguidas, aqui elas recebem
A súplica da mão de um morto
Sob a cintilação de uma estrela que se apaga.
É assim
No outro reino da morte
Despertar a sós
No instante em que estamos
Tremendo de ternura
Lábios que beijariam até a lage partida.


IV
Os olhos não estão aqui
Não há olhos aqui
Neste vale de estrelas moribundas
Neste vale oco
Esta garganta partida dos nossos reinos perdidos.
Neste último reduto de encontros
Nós nos agrupamos
E evitamos falar
Reunidos nessa praia de rio cheio
Sem vista, a não ser
Que os olhos desapareçam
Como a estrela perpétua
Rosa multifoliada
A única esperança
Do reino do crepúsculo da morte
Dos homens ocos.


V
Aqui vamos andando à roda da pêra silvestre
Pêra silvestre, pêra silvestre,
Aqui vamos andando à roda da pêra silvestre
Às cinco horas da manhã
Entre a idéia
E a realidade,
Entre o gesto
E o ato
Desce a sombra
Pois o reino é teu.
Entre a concepção e a criação,
Entre a emoção
Entre a emoção
E a resposta desce a sombra.
A vida é muito longa
Entre o desejo
E o espasmo,
Entre a força
E a existência,
Entre a essência
E a descendência
Desce a sombra.
Pois o reino é teu,
Pois tua é
A vida é
Pois tua é
É assim que acaba o mundo
É assim que acaba o mundo
É assim que acaba o mundo
Não com um estrondo, mas com um gemido.

domingo, 28 de agosto de 2011

Relação de síndicos do Condomínio Estância Serrana

1978: Cristiano Effemberger
1979: Kurt Emil Jentzsch.
1980: Kurt Emil Jentzsch.
1981: Diego Arfeld
1982: Antonio Carlos Pereira Ratton / Hans Schlacher *1
1983: Ricardo Vicentin
1984: Walter Pftaff / Rodolfo Koeppel *2
1985: Klaus Jentzsch
1986: Eduardo Diniz Esteves
1987: Paulo Lanari Guatimosin
1988: Aloísio Andrade Araújo.
1989: Edgard Kapp.
1990: Ozeas Valadares Filho.
1991: Cesar Augustus Pereira.
1992: Rodolfo Koeppel
1993: Fabio Márcio Proença Doyle
1994: Rodolfo Koeppel.
1995: Antonio Edmundo Melo.
1996: Bernd Michael Faust.
1997: Walter Dantas Rodrigues.
1998: Vitor Silveira Campos.
1999: Harald Peter Zwetkoff.
2000: Karsten Rudolf Gallbach.
2001: Walter Dantas Rodrigues.
2002: Carlos Eduardo Campolina
2003: Karsten Rudolf Gallbach.
2004: Roberto Mauro Melo Lima.
2005: Rodolfo Koeppel.
2006: André Luiz de Andrade.
2007: Ricardo Drummond da Rocha.
2008: Karsten Rudolf Gallbach.
2009: Carlos Eduardo Campolina
2010: Ezequiel Campos Pereira.
2011: Manoel Caillaux

*1: Há documento que comprova a posse como sindico do Sr. Antonio Carlos Pereira Ratton porém no término do mandato o sindico era o Sr. Hans Schlacher, por algum motivo. O mesmo ocorre em *2.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Já faz tempo que quero publicar estas linhas.

Num dia, acordei com uma cantoria dos pássaros mais alta do que de costume, uma festa! Na saída de casa, na rua, pude ver vários passarinhos, bem pequenos, alçando vôo.

No vim deste dia, ao observar o a sombra do por do Sol na fachada leste do edifício onde trabalho é que compreendi a cantoria dos pássaros. A sombra, perfeitamente paralela com algumas das ruas do interior da avenida do Contorno, como o projeto da cidade, indicava o início da primavera!

domingo, 31 de julho de 2011

filmes do fim de semana.

Final de semana com dor de garganta, que não sara pq não tomo remédio. Então foi fds de de ficar deitado, vendo filmes:

-Mr Vingança. Achei o melhor de todos da trilogia vingança. Mesmo sendo uma história inverossímel como os outros, este é mais pé no chão.

-Podereso Chefão 2

-The Ghostwriter

domingo, 24 de julho de 2011

Vale S.A.

Uma coisa difícil de engolir até hj: a Vale foi privatizada por 3,3bilhões de dólares em 1997. Hj o lucro anual dela hj passa fácil 30bi.

Segundo o site da wikipedia: "os bancos escolhidos por FHC concordaram em avaliar a Vale apenas pelo critério de fluxo de caixa existente à época, descontado, não levando em conta o valor potencial de suas reservas de minério de ferro (que entraram no negócio por valor zero)"

Isto só tem um nome: roubo!

Vejam mais em: Vale

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Cogito – Torquato Neto.

eu sou como eu sou
pronome
pessoal intransferível
do homem que iniciei
na medida do impossível

eu sou como eu sou
agora
sem grandes segredos dantes
sem novos secretos dentes
nesta hora

eu sou como eu sou
presente
desferrolhado indecente
feito um pedaço de mim

eu sou como eu sou
vidente
e vivo tranqüilamente
todas as horas do fim.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Let the right one in

Excelente filme. Uma história que sempre quis ver, sobre um garoto na pré-adolescencia que se apaixona por uma garota vampira. Ele é o típico adolescente meio desengonçado que sofre bullying dos colegas (nada melhor, uma namorada vampira neste caso), mas já precocemente sensível à vida. Pontos positivos fotografia e planos (enquadramento) também muito sensíveis, fazendo jus ao melhor cinema europeu, além do roteiro original no tema vampiros.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Petit Gateau

Petit Gateau no Speccialli - 10/07/2011


domingo, 3 de julho de 2011

poderoso chefão

por outro lado, acabei de ver o Poderoso Chefão após mais de 10 anos que vi a primeira e única vez. O filme é excelente. Ducaralho.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

medo e delírio

Acabei de re-ver Medo e Delirio em Las Vegas. A primeira vez que vi este filme foi em 2001 na greve da ufmg. Sai radiante do quarto, pensando "que filme!" e durante anos indiquei-o aos amigos como meu filme predileto. Ok, o filme é inegávelmente muito bom, principalmente pelos atores (Jonny Deep e Benicio del Toro), mas não impressionou como tempos atrás. Eu é que mudei mesmo. Talvez se re-lesse o On the road, talvez sequer o terminasse...